Os juros dos títulos públicos de longo prazo dos Estados Unidos voltaram a subir depois da decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) de manter a taxa básica de juros inalterada.
O movimento levou o Tesouro Nacional a oferecer remunerações mais elevadas nos títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação. Na 6ª feira (31.jul.2026), o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2032 passou a pagar IPCA + 8,26% ao ano, a maior taxa da série recente.
A reprecificação dos juros longos norte-americanos reverberou diretamente sobre o mercado brasileiro porque aumenta a atratividade dos ativos considerados mais seguros do mundo e reduz o interesse dos investidores por países emergentes.
O economista da MAG Investimentos Rafael Rondinelli afirmou ao Poder360 que o movimento reflete uma mudança na percepção do mercado sobre a política monetária dos Estados Unidos e amplia a pressão sobre o custo de financiamento da dívida pública brasileira.
Os rendimentos dos Treasuries de prazos mais longos atingiram patamares elevados. O título norte-americano de 10 anos fechou pagando 4,708% ao ano, enquanto os papéis de 20 e 30 anos alcançaram, respectivamente, 5,253% e 5,235%.
No Brasil, o Tesouro IPCA+ 2032 remunera IPCA + 8,26% ao ano. Os títulos com vencimentos em 2037, 2040, 2045, 2055 e 2060 oferecem taxas de 8,03%, 7,80%, 7,76%, 7,54% e 7,64%, respectivamente.
