O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou ou ampliou programas ligados ao oferecimento e à facilitação do acesso ao crédito que somam, pelo menos, R$ 332,8 bilhões, segundo os valores mais recentes divulgados pelo governo. As medidas entraram em vigor em 2026 e buscam manter a economia aquecida em um ano eleitoral.
Os programas compilados pelo Poder360 incluem linhas de financiamento para indústria, habitação, trabalhadores, empresas aéreas, produtores rurais e pequenos negócios.
A ampliação do crédito ocorre em um momento em que o Banco Central tenta reduzir a demanda na economia para controlar a inflação e abrir espaço para cortes mais intensos na taxa básica de juros.
A justificativa do governo é que a Selic elevada dificulta o acesso ao crédito e reduz a capacidade de investimento de empresas e famílias. Entretanto, a expansão das linhas de financiamento pode dificultar o trabalho da autoridade monetária ao estimular a atividade econômica.
A taxa Selic está em 14,25% ao ano, depois de o Banco Central reduzir os juros em 0,25 ponto percentual,ritmo considerado mais lento pelo mercado. A taxa permaneceu em 15% de junho de 2025 a março de 2026, no maior patamar desde 2006.
Na ata da última decisão sobre a Selic, o Copom (Comitê de Política Monetária) deixou claro que a política monetária restritiva desacelera o crédito, especialmente nas linhas de crédito livre, em busca de moderar a demanda e reduzir a inflação.
