Patrimônio imaterial do Rio Grande do Sul e primeiro queijo brasileiro a conquistar uma Denominação de Origem (DO), o queijo serrano está ganhando uma nova etapa de valorização.
Produzido por 12 famílias dos Campos de Cima da Serra, o alimento passa agora por um processo de maturação em câmaras climatizadas, técnica que agrega valor ao produto artesanal e amplia as oportunidades de mercado para os produtores da região.
A maturação é realizada pela queijaria Campo Nativo, instalada no complexo do hotel Parador Cambará, em Cambará do Sul (RS). As peças chegam ainda frescas, diretamente das propriedades rurais, e permanecem em ambiente com temperatura e umidade controladas.
Ao longo do tempo, o queijo desenvolve novas características sensoriais, com textura mais firme, aromas mais intensos e sabores que remetem à pimenta-do-reino, castanhas e toques terrosos, além de apresentarem maior salinidade. A iniciativa busca agregar valor à produção sem alterar o método tradicional de fabricação.
Considerado um dos queijos artesanais mais antigos do Brasil, o queijo serrano começou a ser produzido na primeira metade do século XVIII, com a ocupação dos Campos de Cima da Serra por descendentes de açorianos.
Desde então, a fabricação com leite cru atravessa gerações e permanece ligada ao modo de vida dos chamados “gaúchos serranos”, pecuaristas familiares que mantêm a criação de gado em campos nativos de altitude.
