O Itamaraty precisou atuar em duas crises diplomáticas nesta última semana. Ao mesmo tempo, o governo do Brasil esteve envolvido em tensões com Argentina e Paraguai, em função de falas dos presidentes argentino Javier Milei e brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A crise com a Argentina começou após a participação de Milei na convenção nacional do PL (Partido Liberal), no último dia 25 de julho, onde o chefe de Estado argentino chamou Lula de “presidiário”, acusou o governo brasileiro de “prender opositores” e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como “lixo careca”.
Já o problema diplomático com os paraguaios ocorreu após uma fala do presidente Lula na sexta-feira da semana passada (24), durante agenda no interior de São Paulo. Na ocasião, Lula disse que o Paraguai invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai no século XIX, desencadeando a Guerra do Paraguai, de 1864 a 1870.
“A gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina e aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”, afirmou o brasileiro.
O Congresso paraguaio emitiu uma declaração oficial, na quarta-feira (29), repudiando a fala de Lula sobre a guerra. O documento afirmou que a declaração do petista “distorce e minimiza a dimensão histórica da Guerra da Tríplice Aliança”.
