Lula chama falas de Milei de 'patacoada' e se refere ao argentino como ‘aquela coisa’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Argentina, Javier Milei, trocam farpas e críticas desde o início do governo do argentino. Os diferentes espectros políticos dos governantes brasileiro e argentino provocaram momentos de tensão diplomática desde 2019.
Na eleição presidencial argentina daquele ano, o então presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), declarou apoio ao candidato conservador Mauricio Macri, que disputava a reeleição. Alberto Fernández foi eleito.
Após a vitória de Alberto Fernández, Bolsonaro evitou cumprimentá-lo e fez críticas públicas ao governo argentino. Além disso, não foi à posse de Fernández nem enviou representante, quebrando uma tradição diplomática entre Brasil e Argentina.
Apesar das relações estremecidas, as divergências entre os presidentes não tem impedido Brasil e Argentina de continuar uma parceria estratégica. Os países avançaram em pautas de interesse comum no comércio, em especial no Mercosul, e em outras áreas.
Interesses de Estado prevalecem
Especialistas afirmam que a integração econômica entre os dois países faz com que eventuais crises políticas entre os presidentes não necessariamente se transformem em rupturas nas relações de Estado.
Lula e Milei, Bolsonaro e Fernández: como fica a relação de Brasil e Argentina com presidentes que se atacam
