A fragmentação do campo da direita no cenário eleitoral de 2026 tem beneficiado a comunicação petista junto à sua base, enquanto o eleitor de centro demonstra muitas ressalvas em relação a Flávio Bolsonaro. A avaliação é de Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata, ao WW.
Denicoli destacou que a esquerda aprendeu com a derrota de 2018 e se reorganizou progressivamente nas redes sociais. “Em 2018 foi uma surpresa para a esquerda, em 2022 ela já se estabeleceu melhor”, disse.
Para o especialista, a atual fragmentação da direita, marcada por brigas internas, facilita a dominância da narrativa petista nas plataformas digitais.
“Se você tem uma fragmentação num campo político, com brigas internas dentro desse campo, e você tem um outro lado que fala praticamente sozinho, é muito mais fácil você ter essa dominância do que se fala nas redes”, explicou.
Centro em dúvida abre caminho para terceira via
O especialista também chamou atenção para os dados coletados durante a convenção do PSD, que lançou Ronaldo Caiado como pré-candidato.
Após Caiado criticar tanto Lula quanto Bolsonaro, as redes sociais registraram uma reação expressiva: “35% das pessoas que comentaram essa questão estavam favoráveis ao Caiado”, revelou Denicoli.
Para ele, esse dado evidencia que há um eleitorado de centro em dúvida em relação a Flávio Bolsonaro e com alta rejeição aos dois principais candidatos.
