A candidatura de Flávio Bolsonaro pelo PL enfrenta dificuldades crescentes para consolidar alianças com partidos da direita brasileira. Segundo Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, ao WW a União Brasil e o Progressistas (PP) resistem a fechar um acordo com o presidenciável, temendo que uma eventual coligação beneficie mais o PL do que os próprios partidos da federação.
Noronha destacou que decisões dessa natureza raramente decorrem de um único fator. “Nunca é um fator só. Uma decisão como essa geralmente é uma combinação de fatores”, afirmou o analista político.
Desgaste entre Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira
Noronha apontou que o início do distanciamento entre o PL e o PP remonta ao escândalo do Banco Master. Segundo ele, Ciro Nogueira foi o primeiro líder afetado pelo caso e não se sentiu defendido por Flávio Bolsonaro naquele momento.
“Pelo contrário, o Flávio até falou algumas palavras duras, até consideradas pelo Ciro Nogueira“, relatou Noronha.
O episódio teria deixado a relação entre os dois líderes “um pouco conturbada”, agravada posteriormente pela divulgação de um áudio envolvendo Flávio, ao qual Ciro Nogueira também reagiu publicamente.
Complexidade das coligações estaduais
Outro ponto levantado por Noronha diz respeito à complexidade operacional de uma eventual aliança. A federação formada por PP e União Brasil já envolve dois partidos com dinâmicas distintas, o que torna mais difícil agregar um terceiro.
