As negociações apoiadas pelos Estados Unidos entre o governo interino da Venezuela e uma ala da oposição devem começar nos próximos dias, sem a participação da principal líder opositora do país, María Corina Machado.
As conversas, que têm como objetivo reformular o sistema político venezuelano antes de futuras eleições, evidenciam a influência sem precedentes de Washington na política do país desde que o governo Trump retirou Nicolás Maduro do poder em uma operação realizada em janeiro e instalou Delcy Rodríguez como presidente interina.
Pelo lado do governo, as negociações serão lideradas por Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e veterano em negociações anteriores com os Estados Unidos e a oposição.
A delegação da oposição, apoiada pelos EUA na tentativa de reformar o Conselho Nacional Eleitoral e o Supremo Tribunal para garantir eleições livres e justas, será chefiada por Dinorah Figuera, segundo um comunicado divulgado pelo governo e pela oposição no início deste mês.
Três fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que os Estados Unidos pediram que Figuera liderasse a delegação por ela ser presidente do grupo da Assembleia Nacional eleita em 2015, de maioria opositora, ainda reconhecida por Washington como o último Parlamento democraticamente eleito da Venezuela.
