O SUS (Sistema Único de Saúde) registrou 13.599 internações para a realização de quimioembolização de carcinoma hepático entre 2015 e 2025. O procedimento, realizado por meio de um cateter conduzido pelas artérias, permite levar o tratamento diretamente aos vasos que irrigam o tumor no fígado.
Levantamento realizado pela CNN Brasil a partir de dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), porém, mostra que o acesso ao procedimento está concentrado em determinadas regiões, estados e hospitais.
Somente cinco estados, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná, responderam por 10.066 internações no período, o equivalente a 74% de todos os registros nacionais.
No outro extremo, a região Norte realizou apenas 30 internações para quimioembolização em 11 anos, ou 0,2% do total brasileiro. Acre, Amazonas e Amapá não registraram nenhuma internação com o procedimento principal durante todo o período analisado.
A comparação entre o local de residência e o lugar onde o atendimento ocorreu também mostra que parte dos pacientes precisou sair de seus estados. Moradores de Acre, Amazonas e Amapá somaram 65 internações para quimioembolização, todas realizadas em outras unidades da Federação.
Os números analisados pela reportagem contabilizam internações hospitalares autorizadas pelo SUS, e não pacientes únicos. Uma mesma pessoa pode passar pelo procedimento mais de uma vez, conforme a indicação clínica.
