O chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, levantou nesta semana a ideia de reduzir o número de reuniões regulares do Fed nas quais são definidas as taxas de juros, informou o New York Times nesta sexta-feira (30).
A medida, se adotada, romperia com uma prática de quase meio século e representaria a mudança operacional mais significativa até o momento sob o comando do novo líder do Fed, que assumiu o cargo há cerca de dois meses prometendo uma “mudança de regime”.
Isso reduziria significativamente as informações que Wall Street e o público em geral receberiam sobre a direção da política de taxas de juros e a interpretação do Fed sobre a situação da inflação e do mercado de trabalho, os focos de seu duplo mandato, e sobre a economia de maneira mais ampla.
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O Fed realiza oito reuniões programadas por ano desde 1981, uma frequência estabelecida pelo ex-chair Paul Volcker.
Em situações de emergência, como nos primeiros dias da pandemia da Covid-19 ou durante a crise financeira global de 2007-2009, os líderes do Fed convocaram reuniões extraordinárias, seja por telefone ou presencialmente, para lidar com essas circunstâncias urgentes.
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