Um novo estudo publicado na revista Science Advances nesta sexta-feira (31) aponta que ondas sísmicas, o mesmo tipo de vibração medido durante terremotos, podem ser usadas para localizar e mapear depósitos de gelo enterrados sob a superfície da Lua. A pesquisa foi conduzida por geólogos da Universidade de Maryland (EUA), do Lawrence Berkeley National Laboratory e da Universidade do Havaí (EUA).
O trabalho chega em momento decisivo: o programa Artemis, da NASA, tem como alvo a região polar sul da Lua para pousos tripulados em 2028.
O gelo de água escondido nas sombras profundas e congeladas das crateras polares é considerado um dos recursos mais valiosos que um astronauta pode encontrar.
Derretido e purificado, pode virar água potável; separado por eletricidade, fornece oxigênio para respirar e hidrogênio para combustível de foguetes, o que significa que localizar um suprimento constante de gelo lunar poderia reduzir significativamente o que missões futuras precisariam transportar da Terra.
Hoje, ninguém sabe com exatidão quanto gelo existe na Lua nem onde ele está. Satélites conseguem escanear a superfície lunar a partir da órbita, mas enxergam apenas a camada superior do solo. Depósitos de gelo de água podem estar muito mais fundo, e é exatamente esse espaço que a nova abordagem sísmica pretende alcançar.
A lógica por trás da pesquisa parte de uma diferença física: solo congelado e solo seco se comportam de maneira distinta quando uma onda sísmica passa por eles.
