Em um pregão atípico e de liquidez baixa, devido a problemas técnicos da B3 na primeira etapa da sessão, a movimentação da curva de juros futuros também não fez muito sentido para agentes.
Mesmo com os retornos dos Treasuries em forte alta, petróleo subindo e a ausência de dados relevantes no Brasil, os vértices médios e longos registraram mínima intradia rumo ao final da sessão, invertendo o sinal de leve alta que vigorava para viés de queda.
Na semana anterior à decisão do Copom, que deve reduzir a Selic, a ponta curta já operava em baixa.
Segundo um trader, que falou sob condição de anonimato, “nada” explicou o alívio, “ainda mais indo na contramão de lá fora”. A queda, porém, foi praticamente zerada no encerramento, em oscilação típica de dias sem vetores claros e com volume de negócios reduzido.
No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 13,818% no ajuste anterior a 13,81%. O DI para janeiro de 2029 oscilou de 14,123% a 14,13%. O DI para janeiro de 2031 teve leve baixa a 14,39%, vindo de 14,41%.
Na semana que antecede a próxima decisão do Banco Central, os vértices cederam em bloco, com destaque para o miolo da curva, que perdeu cerca de 35 pontos-base, seguido de recuo de cerca de 25 pontos da ponta longa e de cerca de 15 pontos do trecho curto.
