A Google divulgou, nesta quinta-feira (30), a correção de 1.072 falhas de segurança concentradas nas versões 149 e 150 do navegador Chrome. O volume superou, de forma isolada, o número total de problemas tratados pela empresa nas 23 atualizações anteriores somadas. O avanço teve seguimento na versão 151, que resolveu outras 370 falhas (sendo 349 identificadas internamente pela companhia e sete classificadas com nível crítico de gravidade).
O cenário de correções expressivas ocorre em meio a um aumento no registro global de problemas em softwares. Um levantamento do Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades (NVD) dos Estados Unidos revelou que mais de 46.800 falhas foram contabilizadas apenas em 2026, o que se aproxima do patamar registrado em todo o ano anterior (49.920).
De acordo com a Google, essa aceleração é impulsionada pelo uso de inteligência artificial (IA) e modelos de linguagem de grande escala (LLMs), tecnologias que ampliam a capacidade de varredura no código-fonte.
Detecção profunda e falhas históricas
O impacto da tecnologia foi ilustrado pela descoberta de uma falha grave no componente de navegação, registrada sob o código CVE-2026-3545. A brecha permitia que invasores forçassem o navegador a ler arquivos locais do sistema do usuário. O problema foi identificado por meio de um sistema automatizado com os modelos Gemini e permaneceu oculto no código-fonte do Chrome por mais de 13 anos.
