Embora avalie positivamente a nova política de venda de gás da União, a indústria de fertilizantes afirma que o aumento da sua competitividade depende de uma sinalização sobre o volume do insumo que será efetivamente destinado ao setor.
A indústria de fertilizantes será uma das atendidas pelos leilões aprovados na 5ª feira (30.jul.2026) pelo governo. O arranjo que recebeu aval do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) coloca o segmento como prioritário no acesso ao gás que será ofertado ao mercado, juntamente com os setores de siderurgia, química e petroquímica, que também fazem uso intensivo do produto.
Em nota divulgada nesta 6ª feira (31.jul), o Sinprifert (Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes) elogiou a decisão do colegiado, mas disse que a medida deve vir acompanhada de “condições estruturais de competitividade ao longo de toda a cadeia”. Leia a íntegra do posicionamento (PDF - 54 kB).
“É fundamental compreender os volumes que serão efetivamente disponibilizados ao setor de fertilizantes, considerando o papel estratégico do gás natural como matéria-prima essencial para a produção e a importância de uma oferta compatível com as necessidades da indústria brasileira”, disse o sindicato, que representa as empresas responsáveis pela produção e pelo fornecimento dos insumos que sustentam a cadeia brasileira de fertilizantes.
