O impasse entre Vinicius Júnior e Real Madrid mantém o Arsenal acompanhando de perto a situação do brasileiro. Enquanto o atacante não avança em uma uma renovação contratual, os ingleses monitoram o cenário e sonham com uma oportunidade de mercado. O vínculo de Vini com o clube espanhol termina no dia 30 de junho de 2037.
Mas, caso a transferência realmente saia do papel, a principal dúvida talvez nem esteja na adaptação à Premier League. A questão passa sobre se o brasileiro conseguiria reproduzir seu melhor futebol em uma equipe construída sobre princípios posicionais tão rígidos quanto a de Mikel Arteta?
Vini e seu destaque em jogo funcional
A dúvida é fruto do auge no Real Madrid aconteceu justamente em uma equipe que privilegiava a liberdade ofensiva e a relações. Sob comando de Carlo Ancelotti, Vini encontrava um time que, quando não em transição rápida, permitia a alternância entre a ponta-esquerda, o centro e os meio-espaços.
Ancelotti e Vinicius Júnior: parceria de sucesso por quatro temporadas em Madri - Kiko Huesca/EFE
Especialmente antes da chegada de Kylian Mbappé, o camisa 7 comumente se posicionava como segundo atacante. Em outros momento, voltava até o meio-campo para participar da construção, tirando referências dos adversários. O destaque madrilenho, então, costuma brilhar em jogo funcional, escola tática que se baseia na interpretação das funções e relacões entre os jogadores.
