O empresário Elon Musk orientou executivos da Tesla a prepararem a separação das operações da montadora na China por meio de uma possível cisão, venda ou encerramento da divisão local nos Estados Unidos e em Xangai. Assim, a estratégia atual parece ser proteger a montadora do atual contexto internacional ao mesmo tempo em que avança rumo à fusão com a SpaceX.
A decisão vem na esteira das rigorosas exigências de segurança nacional norte-americanas, já que a SpaceX atua como importante fornecedora do setor de defesa dos EUA.
Para evitar entraves regulatórios e riscos associados à transferência de dados de milhões de clientes chineses para uma entidade vinculada a programas militares de Washington, a liderança da companhia parece considerar erguer uma barreira operacional definitiva entre as unidades.
Tesla na China
A preocupação de Musk abrange também a alta dependência de componentes estratégicos na Ásia, como células de bateria e semicondutores, que são componentes vulneráveis a um eventual conflito na região de Taiwan.
Como resposta, a montadora acelerou a transferência de fornecedores para o México e estipulou a meta de eliminar componentes fabricados na China de suas unidades de produção nos Estados Unidos. Uma reestruturação desse porte enfrentará escrutínio rigoroso do governo chinês, que teme a transferência ilícita de insumos industriais e tecnologias para as Forças Armadas americanas.
