O colunista Fausto Ribeiro alerta que a formação do fenômeno climático El Niño, com mais de 80% de chance de ocorrência, pode impactar significativamente a safra 2026/27 no Brasil. A previsão indica que os efeitos do fenômeno devem se estender de dezembro deste ano até fevereiro de 2027, exigindo dos produtores uma preparação antecipada.
Impactos regionais do El Niño
O fenômeno não afetará o Brasil de maneira uniforme. As previsões climáticas indicam:
No Centro-Oeste e Matopiba: chuvas irregulares e calor acima da média, que podem atrasar o plantio de soja.
No Nordeste e Norte: risco de seca severa, o maior da série histórica.
No Sul: excesso de chuvas, favorecendo doenças fúngicas e dificultando operações de campo.
Riscos financeiros para os produtores
Ribeiro destaca que o El Niño representa não apenas riscos agrícolas, mas também financeiros. Os principais riscos incluem:
Atraso no plantio, resultando em perda de receita.
Queda de produtividade entre 15% e 25%, impactando a receita com custos fixos.
Volatilidade de preços, que pode gerar incertezas no mercado.
Estratégias de preparação
Para mitigar os impactos do El Niño, Ribeiro sugere que os produtores adotem as seguintes estratégias antes de outubro:
Revisar o fluxo de caixa considerando cenários de produtividade reduzida.
Contratar seguro rural antes do plantio, garantindo cobertura desde a semeadura.
Realizar hedge de preço entre outubro e dezembro.
