Relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal mostra organograma com relações do senador Jaques Wagner (PT-BA) com participantes do esquema de fraudes do Banco Master. A peça detalha a dinâmica entre o congressista, o fundador da instituição Daniel Vorcaro, o empresário Augusto Lima e outros nomes citados nas investigações.
O ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, retirou o sigilo do relatório na 5ª feira (30.jul.2026). A PF classifica o conjunto reunido como preliminar e indiciário. Leia a íntegra (PDF - 33 MB).
O relatório mostra benefícios recebidos por Wagner -uso de aviões, recebimento de ingressos para show, compra de apartamento de luxo- de Lima em troca de atuação em favor do Master no Congresso Nacional.
Os investigadores sustentam que parte dessas vantagens foi transferida por meio de empresas, fundos de investimento e pessoas interpostas ligadas aos investigados.
A PF afirma que o fluxo financeiro do esquema funcionava da seguinte forma: “o dinheiro transita por fundos de investimento, para ao final aportar em pessoa jurídica de fachada, registrada em nome de laranja e criada exclusivamente para esta finalidade. A empresa, formalmente constituída como S.A. ou SPE (modalidades que facilitam a ocultação do beneficiário final), adquire formalmente o imóvel, que na prática é o objeto constitutivo da vantagem indevida”.
