Relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal mostra que há indícios de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) investiu dinheiro no Banco Master. O nome do congressista aparece em lista de clientes da instituição com valores aplicados.
As informações foram encontradas em documento enviado ao então superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix, em agosto de 2025. Segundo as mensagens, Wagner pode ter investido R$ 167.298,00 em CDB (Certificado de Depósito Bancário) do Master. Já o valor atualizado do investimento seria de R$ 194.897,19.
O ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, retirou o sigilo do relatório na 5ª feira (30.jul.2026). A PF classifica o conjunto reunido como preliminar e indiciário.
Os documentos mostram benefícios recebidos por Wagner -uso de aviões, ingressos para show, apartamento de luxo- do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master, em troca de atuação em favor do banco no Congresso Nacional.
Os investigadores sustentam que parte dessas vantagens foi transferida por meio de empresas, fundos de investimento e pessoas interpostas ligadas aos investigados.
O QUE DIZ O SENADOR
O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse nesta 6ª feira (31.jul.2026) ter “certeza de que vai provar sua inocência” nas investigações que ligam seu nome ao Banco Master. Em entrevista à Rádio Baiana FM, afirmou que está “tranquilo” e focado nas eleições de outubro.
“O inquérito evidentemente demora um tempo.
