A Epic Games, empresa responsável pelo jogo Fortnite, acusou a Apple de atuar em Washington para prejudicar as relações entre Brasil e Estados Unidos após decisões regulatórias que obrigaram a abertura do sistema do iPhone a lojas virtuais concorrentes.
A afirmação foi feita por Tim Sweeney, fundador e presidente-executivo da Epic Games, durante uma entrevista coletiva virtual com jornalistas brasileiros realizada na última sexta-feira (30). Segundo ele, a estratégia da fabricante do iPhone teria como objetivo preservar seu modelo de cobrança e limitar a concorrência.
A Apple negou as acusações e afirmou que as declarações da Epic Games são falsas. A companhia disse que mantém diálogo com órgãos reguladores brasileiros e que busca preservar medidas de proteção no ambiente digital.
Disputa por lojas alternativas no iPhone amplia conflito entre Epic e Apple
A controvérsia ocorre após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinar que a Apple permita alternativas à App Store no Brasil. Com base nessa decisão, a Epic Games passou a disponibilizar sua própria loja para usuários de iPhones no país.
Para Sweeney, porém, a abertura do sistema ainda apresenta obstáculos que dificultam a competição. O executivo afirmou que a Apple estabelece cobranças e procedimentos que tornam a entrada de lojas independentes menos atrativa para desenvolvedores e consumidores.
