O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou nesta 6ª feira (31.jul.2026) que há uma contradição entre governadores que rejeitam a atuação da União na segurança pública, mas defendem apoio externo ao país para o enfrentamento do crime organizado, sem citar nomes. A declaração foi dada durante o Congresso da Abraji, realizado em São Paulo.
A declaração de Lucas aborda a divisão de atribuições na segurança pública entre União e Estados prevista na Constituição de 1988, que estabeleceu a atuação das forças estaduais em áreas como policiamento ostensivo e investigação. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, segundo o secretário, busca reorganizar essa divisão de responsabilidades entre União e Estados.
“Tem governador que diz assim: nós não aceitamos a interferência da União no problema da segurança pública. Ao mesmo tempo, ele diz que quer que o que seja tido como narcoterrorismo aceite a interferência externa”, afirmou Lucas. Para ele, as duas posições são incompatíveis. “Irmão, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra”.
O secretário reconheceu que a PEC enfrenta resistência de parte dos governadores, que a enxergam como possível interferência federal sobre os Estados. Lucas defendeu que o avanço do crime organizado exige coordenação entre os entes federativos. “Esse é o problema, esse é o raciocínio”, disse.
