O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez (Psoe, esquerda), classificou a crise migratória em Ceuta como uma “violação da integridade territorial” do país e prometeu mobilizar todos os recursos do Estado para garantir a segurança na cidade autônoma. A declaração foi publicada em vídeo nas redes sociais nesta 6ª feira (31.jul.2026).
Sánchez enviou uma mensagem de apoio aos moradores de Ceuta e reconheceu a “angústia” vivida pela população local diante do aumento da entrada irregular de migrantes. A manifestação foi feita depois da intensificação da crise na cidade, enclave espanhol no norte da África.
O chefe do governo espanhol afirmou que a situação “merece a nossa reprovação e condenação ao nível mais enérgico possível”. Sobre o apoio ao enclave, disse que “toda a Espanha está com eles”.
Sánchez também lembrou que Melilha, outra cidade autônoma espanhola no norte da África, enfrentou situação semelhante em 2021. Segundo ele, as duas cidades exigem atenção máxima por parte do Estado espanhol.
Origem da crise
Segundo Sánchez, o aumento das entradas irregulares em Ceuta resulta de “uma leitura interessada das máfias” sobre uma decisão judicial que trata da repatriação de pessoas que chegam a nado. De acordo com o premiê, as organizações criminosas interpretam que não existe fronteira física nesses casos. A avaliação, segundo o governo espanhol, foi feita com base em conversas com autoridades marroquinas.
