Integrantes do Progressistas (PP) avaliam que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) aceitou o convite para vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) porque já sabia que o partido seria contrário à chapa.
Nos bastidores, a senadora sofreu muita pressão de setores produtivos, principalmente o agronegócio, para abrir um canal de negociação com Flávio. Até então, a senadora refutava a ideia.
"No fundo, se avalia que ela também não queria. Ela voltou atrás (em aceitar a vice) apenas para fazer um gesto ao agro, principalmente de Mato Grosso do Sul, que estava cobrando isso dela", disse um deputado do PP sobre o movimento de Tereza Cristina.
PP e Flávio divergem sobre Tereza Cristina
O encontro entre Flávio Bolsonaro e Tereza Cristina aconteceu na quarta-feira (29) e foi comunicado pela senadora na quinta (30).
Em nota, a ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro disse que "falou-se, pela primeira vez, sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido". Interlocutores de Tereza afirmaram que a segundo reunião só aconteceria se houvesse o aceite do PP.
Senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Andressa Anholete/Agência Senado
PL perdeu o 'timing' do convite
Mas, o partido tinha um problema burocrático para viabilizar a aliança. Depois de ter anunciado a sua independência, o PP não marcou uma convenção nacional. A formalidade é necessária apenas para lançar candidatos ou para entrada em coligações.
Cúpula do PP avalia que Tereza Cristina aceitou convite de Flávio porque sabia que partido barraria chapa
