Hoje, você pode conversar com a inteligência artificial. E ensinar a tecnologia a fazer coisas para você. Agentes de IA agora navegam por sistemas operacionais, consultam bancos de dados e executam sequências complexas de tarefas com intervenção humana cada vez menor. No benchmark OSWorld, que mede a capacidade de sistemas de IA lidarem com interfaces de computadores reais, a eficiência desses agentes saltou de 12% para a casa dos 66%. Em dez meses, o volume de solicitações de código automatizadas por agentes cresceu 28 vezes.
Os números corporativos refletem um cenário de consolidação: 88% das empresas globais usam IA em ao menos uma área de negócios, segundo pesquisa global da McKinsey publicada em 2025. Em paralelo, ferramentas generativas alcançaram mais de 50% de adoção pela população em idade ativa num ritmo de expansão superior ao do computador pessoal e da própria internet, de acordo com o relatório 2026 AI Index Report, da Universidade Stanford.
No entanto, o presente traz um paradoxo. Ao mesmo tempo em que resolve problemas de nível de doutorado, a IA ainda tropeça em dilemas primários. Em testes recentes de visão computacional, por exemplo, modelos de última geração não conseguiram ler as horas em relógios analógicos tradicionais em quase metade das tentativas. Além disso, os data centers que mantêm esses modelos rodando consomem volumes de energia elétrica equivalentes aos de países inteiros. E devoram quantidades astronômicas de água.
