A australiana Meteoric Resources prevê investir US$ 498,4 milhões para desenvolver o projeto de terras raras Caldeira, no sul de Minas Gerais. A estimativa consta no estudo definitivo de viabilidade, conhecido pela sigla em inglês DFS, divulgado pela companhia nesta sexta-feira (31).
O projeto prevê produzir, em média, o equivalente a 12,5 mil toneladas de óxidos de terras raras por ano ao longo de uma vida útil inicial de 24 anos. Desse volume, aproximadamente 3,9 mil toneladas serão de neodímio e praseodímio, conhecidos como NdPr, elementos usados principalmente na fabricação de ímãs permanentes.
A produção anual também deve incluir cerca de 127 toneladas de disprósio e térbio, terras raras pesadas adicionadas aos ímãs para que mantenham o desempenho em temperaturas elevadas. Esses materiais são utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas dos setores aeroespacial e de defesa.
O produto inicialmente comercializado por Caldeira, no entanto, não será formado por óxidos separados. A Meteoric pretende produzir um carbonato misto de terras raras, chamado MREC, que ainda precisará passar por etapas posteriores de separação e refino antes de ser utilizado na fabricação de metais, ligas e ímãs.
A companhia mantém estudos para avaliar a instalação dessas etapas adicionais no Brasil, mas a separação individual dos elementos não está incluída no projeto-base analisado pelo estudo de viabilidade.
