BRASÍLIA - Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita dos crimes de tráfico de influência e corrupção. O inquérito apura se ele favoreceu o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações com o Ministério da Saúde.
A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, o caso não trata das fraudes em aposentadorias e pensões do INSS, embora as suspeitas tenham surgido durante as apurações da Operação Sem Desconto.
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A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele não participou do esquema investigado pela PF.
Por que Lulinha é investigado?
Segundo a PF, o inquérito apura uma possível atuação de Lulinha para favorecer Antônio Carlos Camilo Antunes em negociações ligadas ao mercado de cannabis medicinal.
A suspeita é de que ele tenha usado sua influência para facilitar reuniões do lobista com integrantes do Ministério da Saúde.
Qual era o negócio investigado?
De acordo com a Polícia Federal, Camilo Antunes tentou firmar, em 2024 e 2025, um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao governo federal. O contrato, no entanto, nunca foi assinado.
