A confusão generalizada na fronteira do Marrocos com Ceuta, território espanhol no norte da África, causou divisão na Europa, com líderes de Estados-membros da União Europeia apelando para que a Espanha controle o caso.
O Ministério do Interior da Espanha disse nesta sexta-feira (31) que, segundo suas estimativas, cerca de 49 mil migrantes cruzaram para o enclave de Ceuta, no Norte de África, nas últimas 24 horas, enquanto corriam por mar e por terra vindos de Marrocos. Pelo menos 34 pessoas morreram.
Estima-se que cerca de 60 mil pessoas tenham cruzado a fronteira nos últimos dias, disse Juan Jesús Vivas, prefeito de Ceuta, a jornalistas, nesta sexta-feira, o que representa mais da metade da população do enclave.
A imigração é uma das questões mais polêmicas na Europa, onde partidos de extrema-direita vêm ganhando força e grande parte da corrente política dominante tem apoiado políticas mais rígidas.
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A França anunciou o aumento das fiscalizações na sua fronteira com a Espanha, e a Itália ameaçou suspender a Espanha do regime de livre circulação interna da UE.
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou já ter emitido instruções “para intensificar imediatamente as verificações na fronteira com a Espanha”.
