A movimentação de cargas de algodão nas rodovias baianas continuará intensa até o fim da colheita. Para garantir a segurança nas estradas e proteger a lavoura contra pragas, blitzes educativas estão sendo realizadas na BR-020, em Luís Eduardo Magalhães, em uma parceria entre a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e a Polícia Militar.
As fiscalizações fazem parte da campanha “Um Por Todos. Todos Contra o Bicudo” e têm como objetivo orientar os transportadores sobre os cuidados essenciais no transporte de rolos, fardões, algodão em caroço e resíduos do cultivo.
A intenção principal é reduzir o risco de disseminação do bicudo-do-algodoeiro, considerado a principal praga da cotonicultura brasileira.
O motorista Tiago Júnior Panazolo destaca que a adequação do transporte começa com o uso de lonas apropriadas para cobrir a carga.
“A gente tenta deixar o mais certo possível. Primeiramente vai muito da lona. A lona tem que ser compatível com a carga, se não não adianta nada”, afirmou o motorista Tiago Júnior Panazolo.
O perigo das tigueras
De acordo com a Abapa, o transporte inadequado das cargas pode provocar a queda de caroços e resíduos ao longo das margens das rodovias. Esse derramamento favorece o surgimento de plantas voluntárias de algodão, conhecidas no meio agrícola como tigueras.
