A presença dos chamados “Povos do Mar” na história da Antiguidade voltou ao debate após a representação do grupo no novo filme de Christopher Nolan sobre A Odisseia. A produção cinematográfica apresenta esses povos como uma ameaça ligada ao fim da Idade do Bronze, mas historiadores e arqueólogos apontam que a realidade é muito mais complexa.
Consultados pela equipe do Bad Ancient, grupo formado por pesquisadores que investigam equívocos sobre o mundo antigo, os especialistas afirmam que não há evidências de uma única força invasora responsável pela queda de grandes civilizações do Mediterrâneo Oriental entre os séculos XIII e XII a.C.
A análise também questiona a ideia de que os chamados Povos do Mar eram um povo organizado e homogêneo. O termo, criado por historiadores do século XIX, reúne diferentes grupos mencionados em registros egípcios, sem comprovação de que formavam uma única cultura ou aliança.
Pesquisadores contestam narrativa de invasão única no colapso da Idade do Bronze
Os Povos do Mar ficaram associados a um período de profundas transformações no Mediterrâneo Oriental, conhecido como colapso da Idade do Bronze. O processo ocorreu entre o fim do século XIII e o início do século XII a.C., quando diversas sociedades sofreram mudanças políticas, econômicas e sociais.
Entre os principais centros afetados estavam o Império Hitita, a Grécia Micênica e cidades do Levante, como as de Canaã.
