A Samsung registrou pela primeira vez um prejuízo em sua divisão de dispositivos móveis, reflexo direto da alta nos preços dos componentes de memória provocada pela explosão da inteligência artificial. Apesar do crescimento nas vendas de smartphones, a área responsável pelos celulares fechou o segundo trimestre fiscal com resultado negativo.
Segundo o balanço divulgado pela empresa, a divisão DX (que reúne os negócios de smartphones, TVs e eletrodomésticos) registrou um prejuízo operacional de 800 bilhões de wons (cerca de US$ 544 milhões). De acordo com a fabricante, o impacto veio principalmente da divisão Mobile eXperience (MX), responsável pelos celulares Galaxy.
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A Samsung afirmou que a receita cresceu em relação ao mesmo período do ano anterior graças ao bom desempenho da linha Galaxy S26 e às fortes vendas da série Galaxy A. Ainda assim, o aumento dos custos dos componentes reduziu drasticamente a lucratividade da operação.
Segundo a empresa, o principal fator para o prejuízo foi a disparada no preço das memórias, impulsionada pela crescente demanda da indústria de inteligência artificial.
O avanço da IA generativa aumentou significativamente o consumo de chips de memória utilizados em servidores e data centers, pressionando toda a cadeia de suprimentos da indústria eletrônica. Como consequência, fabricantes de smartphones passaram a pagar mais caro por componentes essenciais.
