A inteligência artificial Claude Mythos Preview, desenvolvida pela Anthropic, está encontrando falhas de segurança em softwares da Microsoft num ritmo mais rápido do que a empresa consegue corrigi-las.
A informação é da reportagem do ProPublica, que teve acesso a uma gravação de reunião interna e a documentos da Microsoft sobre o andamento do Projeto Glasswing, iniciativa que dá a empresas selecionadas acesso antecipado ao modelo.
Em uma reunião realizada em meados de maio na sede da Microsoft em Redmond, no estado americano de Washington, um gerente confirmou a engenheiros que a IA havia superado as expectativas da própria Anthropic.
Só em abril, o Mythos identificou 90 vulnerabilidades classificadas como críticas e 141 como importantes no SharePoint, plataforma de colaboração usada por governos e empresas em todo o mundo.
Durante o encontro, o gerente de engenharia Hans Andersen pediu à equipe que reduzisse o volume de bugs pendentes de abril antes de 31 de maio, data que ele descreveu como o momento em que "o resto do mundo vai ter alcançado" a capacidade do Mythos.
Engenheiros presentes calcularam, em voz alta, que falhas ainda abertas quando ferramentas equivalentes chegassem ao público estariam nas mãos de adversários em poucos dias.
Triagem por severidade deixa brechas abertas
Documentos internos mostram que a Microsoft prioriza a correção de falhas críticas e importantes, deixando cerca de 300 vulnerabilidades moderadas para uma etapa posterior.
