O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação foi iniciada a pedido da Polícia Federal. O caso envolve atuação no mercado de canabidiol em programas ligados ao Ministério da Saúde.
A PF quer apurar se Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger agiram em favor da empresa World Cannabis, ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Os investigadores suspeitam que foi exercido tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República. O pedido de abertura do inquérito também cita contatos entre os alvos e servidores do gabinete de Lula.
O que motivou o novo inquérito
A PF enviou o pedido ao STF no dia 25 de julho, durante o recesso do Judiciário, e considerou que os fatos investigados não estavam relacionados à Operação Sem Desconto. Essa operação, conduzida em parceria com a CGU (Controladoria Geral da União), apura um esquema de fraudes que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de 2019 a 2024. O caso foi encaminhado à presidência do Supremo e distribuído ao ministro André Mendonça, que autorizou na 5ª feira (30.jul.2026) que a PF investigasse Lulinha.
