A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação de 98 páginas em que reúne os elementos da investigação sobre a relação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com gestores do antigo Banco Master. O documento embasou o pedido de autorização para medidas cautelares de interceptação telefônica, monitoramento de estações rádio-base (ERBs) e acesso a registros de chamadas.
Leia a íntegra do inquérito (PDF - 33 MB).
Na peça, os investigadores descrevem diálogos extraídos de celulares apreendidos, registros de voos, fotografias, documentos e contratos que, segundo a PF, apontam indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e atuação parlamentar em benefício de interesses do banco. O relatório também detalha supostas vantagens econômicas recebidas pelo senador e a relação dele com Augusto Ferreira Lima e Daniel Vorcaro.
O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, do STF, na 5ª feira (30.jul.2026), ao retirar o sigilo da investigação. As conclusões apresentadas refletem o entendimento da Polícia Federal e ainda serão analisadas pela Corte.
O Poder360 procurou o senador Jaques Wagner e também a assessoria de Augusto Lima, para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito das citações no relatório da PF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
