Após autorização do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a PF (Polícia Federal) irá investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por tráfico de influência e corrupção.
A suspeita é que Lulinha teria atuado junto do Ministério da Saúde em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal. O interesse pelo medicamento já esteve relacionado à investigação conduzida pela PF para apurar conexões do filho do presidente com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, um dos principais operadores no esquema de desvios bilionários de pensões e aposentadorias.
Na ocasião, o foco era uma viagem a Portugal que Lulinha fez ao lado de Antunes e, supostamente, custeada pelo lobista. O filho de Lula justificou que a viagem serviu para avaliar negócios na área da cannabis medicinal.
O “Careca do INSS” é sócio de uma empresa voltada a comercialização do medicamento, chamada “World Cannabis”. Roberta Luchsinger, empresária amiga de Lulinha e que também prestou serviços a Antunes, foi interrogada pela PF em maio deste ano em uma tentativa de esclarecer sua conexão com os dois. Roberta admitiu ter apresentado o filho do presidente ao lobista e, através de sua defesa, repetiu a tese de que a viagem a Portugal se tratava de uma busca por negócios.
