Temu e Shein: os efeitos da ‘invasão’ chinesa no mercado europeu
A Comissão Europeia acusou nesta sexta-feira (31) a plataforma chinesa de comércio eletrônico Temu de não cooperar com uma investigação sobre possíveis benefícios recebidos pela empresa que poderiam ter dado uma vantagem competitiva no mercado europeu.
Segundo o órgão, a empresa não cumpriu pedidos de informações feitos durante uma operação realizada em dezembro na sede europeia da Temu, em Dublin, na Irlanda.
A falta de colaboração pode resultar em uma multa de até 1% do faturamento anual total da companhia.
Investigação apura possível vantagem na Europa
A apuração é conduzida com base no Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia, uma regra criada pelo bloco para investigar se empresas de fora da Europa receberam apoio de governos estrangeiros capaz de distorcer a concorrência.
A Comissão Europeia, que também atua como autoridade de concorrência da União Europeia, afirmou que os pedidos de informações feitos à Temu envolviam dados sobre a organização e gestão das operações da empresa no bloco, além de ferramentas, sistemas de tecnologia e registros relacionados às atividades da companhia na Europa.
Temu é acusada pela UE de não cooperar em investigação sobre possível ajuda da China
