Uma nova ferramenta utilizada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) pode reduzir o risco de queda de árvores urbanas e evitar apagões, danos em ruas e até mortes.
Um grupo de biólogos e engenheiros da USP (Universidade de São Paulo) aplicou pela primeira vez a LiDAR (Light Detection and Ranging) para investigar a saúde de árvores urbanas e adequar a poda, conforme divulgado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
A tecnologia de sensoriamento a laser cria uma “nuvem de pontos”, uma espécie de molde digital 3D formado por milhões de coordenadas, que reproduz a arquitetura exata da planta dentro do computador. Com essa réplica virtual, os pesquisadores aplicaram um algoritmo de poda baseado em “otimização topológica”.
A técnica simula a força dos ventos no modelo para identificar as regiões de maior fragilidade mecânica da planta. Assim, o sistema calcula exatamente quais galhos devem ser cortados para que a árvore redistribua suas tensões e fique mais forte e equilibrada.
O objetivo final do grupo é usar a técnica LiDAR e outras disponíveis para criar um aplicativo que oriente a poda, tornando as árvores mais resistentes aos ventos e evitando riscos de quedas. Para Marcos Silveira, coordenador do Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas da USP, podas mal calculadas deixam as árvores vulneráveis a vendavais.
“O problema é potencializado pelos túneis de vento, os chamados cânions urbanos.
