A travessia em massa de dezenas de milhares de pessoas de Marrocos para o enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, foi uma “violação da soberania territorial da Espanha”, declarou o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a jornalistas nesta sexta-feira (31).
Sánchez visitou Ceuta nesta sexta-feira com o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
O Ministério do Interior da Espanha disse que, segundo suas estimativas, cerca de 49 mil migrantes cruzaram para o enclave, nas últimas 24 horas, enquanto corriam por mar e por terra vindos de Marrocos.
Estima-se que cerca de 60 mil pessoas tenham cruzado a fronteira nos últimos dias, disse Juan Jesús Vivas, prefeito de Ceuta, a jornalistas, nesta sexta-feira, o que representa mais da metade da população do enclave.
Espanha e Marrocos reforçaram a cerca fronteiriça do território espanhol e aparentemente interromperam as travessias em massa, após a chegada de milhares de pessoas por mar e terra, com pelo menos 34 mortes.
A travessia em massa para Ceuta, uma faixa de terra controlada pelos espanhóis que se projeta do Marrocos para o Mediterrâneo, causou divisão na Europa, com a Itália ameaçando suspender o programa de fronteiras abertas internas da União Europeia.
Nos portões de entrada de Ceuta, as autoridades marroquinas utilizaram caminhões com canhões de água e repeliram as pessoas. Os restos carbonizados de um ônibus e sete carros podiam ser vistos nas proximidades, resultado dos confrontos com a multidão.
