O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) recuou 1,9 ponto na passagem de junho para julho, para 109,4 pontos, informou nesta sexta-feira (31) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a instituição, o resultado foi influenciado pela menor dispersão nas previsões de mercado para as taxas de juros nos próximos 12 meses, em um ambiente de melhora das expectativas de curto prazo para a inflação.
De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o nível de 109,4 pontos representa o segundo menor resultado de 2026, acima apenas do patamar de fevereiro, quando o indicador marcou 105,8 pontos. No ano, o maior nível foi registrado em abril, com 117,2 pontos. Em 12 meses, o menor patamar foi observado em dezembro de 2025, com 104,5 pontos.
A economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), Anna Carolina Gouveia, afirmou que, ao longo de julho, as expectativas de curto prazo para a inflação melhoraram, em linha com os dados mais favoráveis de preços, especialmente de alimentos. Segundo ela, esse movimento contribuiu para maior convergência nas previsões dos especialistas para a trajetória futura da taxa Selic, embora ainda haja cautela do mercado em relação a essas variáveis.
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O IIE-Br é formado por dois componentes.
