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Vou tratar de um assunto delicado e até repetitivo, pois muitas vezes o tenho abordado, com a autoridade de quem negociou o fim das relações afastadas, e muitas vezes conflituosas, entre Brasil e Argentina.
É que agora estamos assistindo, depois de um progressivo afastamento entre nossos dois países, a uma série de despautérios do Presidente da Argentina contra o Presidente Lula, do Brasil, e contra o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fora dos limites da civilidade, como disse o Presidente da Corte, Edson Fachin, com a palavra apropriada e respeitando o vocabulário neutro, domínio da linguagem oficial.
Este meu artigo se situa, também, no contexto de uma excelente carta feita pela Deputada Marcela Pagano, da Nação Argentina, ao Presidente Lula da Silva, pedindo leniência para o Brasil, para que tenha esquecimento e quase perdão das desastrosas intervenções do Sr. Milei. Não posso deixar de repetir as palavras da Deputada Pagano, de total propriedade sobre o que representa o Chefe de uma Nação:
"Um Estado não é um governo, não é um homem. As nações são entidades históricas: duram mais que os mandatos, mais que as conjunturas e, certamente, mais que os destemperos. O que foi dito não representa a República argentina."
A tese construída que iniciou essa rivalidade entre nossos dois países era, e é, absolutamente falsa: quem dominasse a Bacia do Prata dominaria a América do Sul, ou precisamente, o Cone Sul.
