A proposta da Fifa de vender uma participação na Copa do Mundo gerou uma “situação muito grave” para o esporte, afirmou nesta sexta-feira (31) a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness.
“Esta é uma situação muito grave para o futebol norueguês e internacional. É algo muito dramático”, disse Klaveness a repórteres, após associações-membro da Uefa levantarem objeções durante uma reunião.
A Uefa e suas 55 nações-membro votaram na quinta-feira (30) pelo boicote a todos os torneios da Fifa, em protesto contra o plano da entidade máxima do futebol mundial de criar uma subsidiária de 20 bilhões de dólares (cerca de R$ 102 bilhões), a Fifa Forward Enterprise, para gerir a Copa do Mundo e outros eventos, oferecendo uma participação de até 20% a investidores externos.
Klaveness elogiou a forte resistência às propostas, que críticos classificaram como antidemocráticas e motivadas por interesses financeiros externos.
“Todos que se manifestaram disseram que isso é inaceitável. A palavra ‘chantagem’ foi usada. Não por nós, mas por outros. Trazer proprietários externos para o negócio central do futebol é algo estranho à sua natureza, e deve continuar sendo assim.”
Ela disse que a notícia pegou quase todos os envolvidos totalmente de surpresa.
“Não tínhamos ouvido falar nada sobre isso; descobriu-se que pouquíssimas pessoas sabiam.
