O aumento da produtividade tem levado produtores de melancia a ampliar investimentos em tecnologia, infraestrutura e inovação para manter a rentabilidade em um cenário de custos crescentes no campo.
Em Goiás, essa estratégia tem acelerado a profissionalização da cadeia e estimulando novos aportes em unidades de beneficiamento, genética e manejo. O estado é destaque junto às regiões produtoras do nordeste como Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará.
Um dos exemplos é o produtor Washington Ferraz, de Santa Fé de Goiás (GO), que aposta em uma unidade de beneficiamento com capacidade para processar até 50 toneladas de melancia por dia. O investimento busca reduzir o intervalo entre a colheita e a chegada ao consumidor, aumentando a vida útil da fruta e diminuindo perdas logísticas.
Segundo Ferraz, a decisão de investir está diretamente ligada às mudanças no comportamento do consumidor, que passou a demandar frutas com maior qualidade. Para o produtor, aumentar a produtividade tornou-se uma necessidade econômica diante da alta dos custos de produção.
“Cada dia que passa, nosso custo de produção está mais alto. O produtor precisa aumentar a produtividade. Se eu produzo mais toneladas por hectare, automaticamente meu custo por quilo diminui e consigo entregar uma fruta mais barata ao mercado”, disse à CNN Brasil.
O Brasil produz cerca de 2,3 milhões de toneladas de melancia por ano, o que coloca o país entre os cinco maiores produtores mundiais.
