Presidente argentino Javier Milei em cerimônia que comemorou o 172º aniversário da Bolsa de Valores de Buenos Aires.
Mariana Nedelcu / Reuters
O presidente argentino, Javier Milei, apresentou nesta quinta-feira um pacote de reformas que inclui uma reorganização do Banco Central (BCRA) para aumentar a disciplina monetária e uma iniciativa para suspender atividades não essenciais do Estado em caso de déficit prolongado.
Em pronunciamento na TV, Milei detalhou seu plano para o BCRA, que busca proibir o financiamento monetário do Estado e das províncias. O projeto de lei estabelece que "a missão fundamental do Banco Central volta a ser a de preservar o valor da moeda", ressaltou o presidente.
A mudança também busca dificultar os mecanismos de remoção das autoridades do órgão, para "blindar o presidente do BCRA e a diretoria dos abusos da política", disse Milei, que criticou os governos anteriores e afirmou que "o Banco Central tem sido uma ferramenta que permitiu o roubo da alta política".
O presidente também anunciou um projeto para implementar um "shutdown", ou fechamento do governo, em caso de déficit fiscal prolongado, durante o qual "as atividades não essenciais do Estado serão paralisadas, os novos gastos serão congelados e nenhum contrato será concedido". Durante esse período, nem os legisladores nem o alto escalão do Executivo "receberão um único peso de salário".
Milei promove reforma do Banco Central e 'shutdown' em caso de déficit na Argentina
