A opção de Fernando Diniz por preservar boa parte dos titulares do Corinthians diante do Athletico-PR era compreensível. Com o duelo contra o Internacional, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, batendo à porta, o treinador buscou administrar o desgaste físico do elenco para evitar novos problemas. No entanto, o empate sem gols desta quinta-feira, na Neo Química Arena, mostrou que o planejamento não surtiu o efeito esperado.
Dentro de campo, o Corinthians apresentou um futebol burocrático e de pouca criatividade. A equipe teve dificuldades para construir jogadas, mostrou falta de entrosamento e raramente conseguiu ameaçar o goleiro Santos. O desempenho ofensivo ficou abaixo do esperado para quem atuava em casa e poderia se aproximar do G5 do Brasileirão.
A formação alternativa não trouxe muitas respostas. Poucos reservas aproveitaram a oportunidade como titular. Matheuzinho, improvisado pelo lado esquerdo, e Pedro Milans tiveram atuações seguras, enquanto Raniele foi o destaque da equipe ao atuar como zagueiro e neutralizar as principais investidas do Furacão.
Se o sistema defensivo funcionou, o mesmo não pode ser dito do setor ofensivo. Mesmo com as entradas de Yuri Alberto e Kaio César no segundo tempo, o time não conseguiu encontrar o caminho das redes.
Algumas escolhas de Diniz ainda tiveram um custo alto.
