O retorno do fenômeno climático El Niño deve afetar a produção agrícola de forma desigual no Brasil. Segundo relatório da XP Investimentos, os impactos dependerão da cultura cultivada e da região produtora, sem configurar um choque generalizado de oferta. Eis a íntegra do documento (PDF - 3 MB).
Milho e açúcar aparecem entre as commodities mais sensíveis, enquanto a soja tende a apresentar maior resiliência em nível nacional.
MILHO
A XP apontou o milho como a cultura mais vulnerável aos efeitos do El Niño. A dependência da 2ª safra (safrinha) em relação às chuvas torna a commodity mais suscetível a perdas de produtividade, principalmente no Centro-Oeste e na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
O relatório mostra que, em eventos mais intensos do fenômeno, as perdas podem superar 30% nessas áreas.
AÇÚCAR
O açúcar também figura entre as commodities mais sensíveis ao fenômeno. A XP afirmou que eventuais problemas climáticos no Brasil, na Índia e na Tailândia podem reduzir a oferta global e sustentar preços internacionais mais elevados.
Apesar desse cenário representar uma oportunidade para empresas do setor sucroenergético, os analistas ressaltam que esse não é o cenário-base para o mercado.
SOJA
A soja tende a ser mais resiliente em nível nacional, mas os impactos variam conforme a localização das lavouras.
