A norueguesa Statkraft pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) o arquivamento de oito autos de infração aplicados a parques eólicos por irregularidades relacionadas ao apagão de 15 de agosto de 2023.
A empresa sustenta que não foram apresentadas “evidencia individualizada” de que os empreendimentos contribuíram para a propagação da perturbação no SIN (Sistema Interligado Nacional).
O recurso envolve os parques Ventos de Santa Eugênia 02 e 07 e Jerusalém I a VI. Caso a agência decida manter parte das autuações, a companhia pede o afastamento da infração relacionada à contribuição para a propagação do distúrbio e o reenquadramento de outra irregularidade em uma categoria menos grave, com o consequente recálculo das multas.
A principal alegação da Statkraft é que o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) não apresentou registros oscilográficos específicos dos oito parques referentes ao intervalo considerado determinante para a evolução do apagão.
Em resposta a uma consulta feita pela companhia, o ONS informou que não recebeu da Statkraft os registros dos empreendimentos no intervalo crítico, compreendido entre o início do evento e 0,53 segundo depois. O Operador, entretanto, manteve as conclusões do relatório oficial da ocorrência e afirmou que os elementos apresentados pela empresa não são suficientes para afastá-las.
