O Observatório Neil Gehrels Swift, da Nasa, capturou um buraco negro gigante engolindo uma estrela em uma galáxia distante. Esse tipo de fenômeno, que já é raro por si só, nunca tinha sido visto tão longe do núcleo de uma galáxia.
Um artigo com os resultados da descoberta foi liderado por Robert Stein e publicado na segunda-feira (27), no jornal “The Astrophysical Journal Letters”.
“Com essa descoberta, que é uma das poucas confirmadas até agora, validamos uma nova técnica e podemos usá-la para buscar mais”, explicou Robert Stein, pesquisador da Universidade de Maryland, College Park, e do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland.
Pesquisadores observaram um clarão ultrabrilhante desencadeado por uma estrela sendo despedaçada por forças gravitacionais extremas após se aproximar demais de um buraco negro monstruoso, um fenômeno chamado evento de ruptura de maré.
O buraco negro responsável pela explosão tem cerca de um milhão de vezes a massa do Sol. Sua existência foi detectada pela primeira vez em novembro de 2025 como um brilho incomum em uma galáxia a cerca de 750 milhões de anos-luz de distância por um levantamento realizado pelo Observatório Palomar, no sul da Califórnia.
Outros telescópios, incluindo o SOAR (Southern Astrophysical Research) no Chile, investigaram a origem do evento para analisar seu espectro, e as características encontradas corroboraram com a hipótese de que se tratava de um evento de ruptura de maré.
