A senadora Tereza Cristina (PP-MS) teria sinalizado a aliados que pode aceitar integrar a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidata a vice-presidente. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN Jussara Soares e pelo âncora da CNN Gustavo Uribe.
Jussara destacou que, apesar do sinal positivo, Flávio Bolsonaro esbarra em resistências internas do Progressistas (PP) para viabilizar a aliança.
Segundo Jussara Soares, a movimentação já representa uma mudança de postura da senadora, que anteriormente havia manifestado interesse em permanecer fora da disputa presidencial para tentar a presidência do Senado no ano seguinte.
Logo após a divulgação da apuração, Tereza Cristina emitiu uma nota confirmando que conversou com Flávio Bolsonaro e afirmando que sua decisão “depende de avaliações políticas, pessoais, além de consultas e acertos partidários”.
Para Jussara Soares, a senadora “deu uma piscadela para o Flávio Bolsonaro”, e isso já foi suficiente para o grupo do candidato comemorar.
“Isso o animou”, avaliou a analista, ressaltando que Tereza Cristina não fechou as portas ao não dar um “não definitivo”.
O principal obstáculo, contudo, está no campo partidário. Tereza Cristina é filiada ao Progressistas, partido que hoje integra uma federação com o União Brasil.
Dessa forma, não basta apenas a vontade da senadora: é necessário que tanto o PP quanto o União Brasil concordem em fechar a aliança em nível nacional, ou seja, na chapa presidencial.
