Uma juíza federal afirmou, durante audiência realizada nesta quinta-feira (30), que o governo de Donald Trump não apresentou evidências suficientes para justificar a classificação da Anthropic como risco à cadeia de suprimentos nem para sustentar a proibição de uso da tecnologia da empresa pelo governo federal.
A informação foi reportada inicialmente pela Bloomberg e pela Axios. A audiência integra um dos dois processos que a Anthropic abriu contra o Departamento de Defesa em março, contestando tanto a proibição quanto a designação de risco. O outro processo tramita em Washington.
O que originou o conflito
O impasse tem origem em negociações contratuais estagnadas entre a Anthropic e o Departamento de Defesa;
A empresa declarou que não queria ver sua inteligência artificial (IA) utilizada para vigilância em massa de cidadãos estadunidenses nem em decisões de mira ou disparo de armas letais, argumentando que a tecnologia não estava pronta para esses usos;
O Pentágono rebateu que uma empresa privada não deveria ditar ao militar como usar tecnologias e afirmou que faria uso das ferramentas de forma “legal”;
O governo também argumentou que as críticas públicas da Anthropic ao Departamento de Defesa justificariam a proibição;
A juíza Rita Lin, da Corte Distrital dos Estados Unidos, classificou esse raciocínio como “realmente perturbador”, alertando que ele poderia criar um precedente de retaliação contra contratantes federais que discordem da administração.
