O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou, nesta 5ª feira (31.jul.2026), que seu partido tenha comemorado a indicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como adversário eleitoral. A declaração foi feita em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. “Eu não menosprezo adversário”, afirmou.
A afirmação de Lula veio em resposta a uma pergunta do entrevistador, que afirmou circular nos bastidores a versão de que o PT teria recebido com satisfação a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em colocar o filho mais velho na corrida. O presidente foi direto ao rejeitar a tese. “Não comemoramos, não comemoro. Eu não escolho adversário”, disse.
Para sustentar o argumento, Lula recorreu à própria trajetória política. Ele lembrou o cenário das eleições presidenciais de 1989, quando era visto por muitos como uma figura improvável diante de nomes consolidados na política nacional.
Na ocasião, segundo o presidente, sua candidatura era tratada com condescendência pelo establishment político. “Coitadinho do Lula, coitadinho…”. O petista usa como exemplo de que subestimar adversários é um erro; na época, o metalúrgico do ABC paulista, descartado pelos adversários, chegou ao 2º turno nas eleições de 1989. O presidente eleito foi Fernando Collor de Mello.
Lula afirma que a pré-candidatura para um 4º mandato surge pois não pode “deixar a direita voltar do jeito que ela é”. Ele completa: “Se fosse uma direita civilizada como era antigamente […] você perdia, você ganhava, governava.
