Essa conversa que "bom mesmo é a música do meu tempo", pra mim está sempre em discussão em rodas de conversa quando o assunto é gosto musical. É óbvio, ao ouvirmos uma música que a gente gosta, (ela) nos remete a um tempo, tempo esse pra mim que não para.
Sou daquela teoria da tradição e modernidade são filhas da mesma mãe. Se estamos vivos o que nos resta é compreender que "o nosso tempo também é o presente". Até porque quando uma música é construída como uma obra-prima, requinte harmônico e poético jamais oxida, torna-se atemporal, ou seja, atravessa pelo tempo. Um exemplo disso é o cantor e compositor alagoano Djavan.
É bom que se diga: a geração Z está ouvindo MPB, e não é só nas colagens do MTG, o estilo de remixes que tem bombado nas redes sociais misturando clássicos brasileiros com batidas de funk. Em meio à audição cheia de ecletismo dessa rapaziada está Djavan como um dos prediletos.
Bôdas de Ouro
A turnê "Djavanear 50 anos" Só Sucessos”, celebrando cinco décadas da carreira de Djavan, passando por arenas e estádios no Brasil, coroa uma verdadeira "djavanmania", entre a juventude geração Z. Já que a audição dessa galera está nas plataformas de streaming, entre outras ferramentas virtuais, só no Spotify, 47% da audiência de Djavan é formada por pessoas entre 18 e 29 anos, são 5,9 milhões de ouvintes mensais e, entre janeiro e junho, as reproduções na plataforma cresceram 48% na comparação com o mesmo período de 2025 no Brasil.
